Mange e USP

O Wellington pensava sobre Cartografia Crítica e Mapas Participativos desde 2010, depois de um estágio no Instituto Socioambiental, foi orientado pela professora Regina Araújo na graduação em Geografia, o que levou a defender na em 2013 monografia sobre o tema na FFLCH-USP. Periférico e professor de escola pública, resolve reunir estas experiências na pesquisa de mestrado.

O nome Quebrada Maps surge para batizar um mapa participativo durante o ciclo de experimentações na EMEF Professor Roberto Mange em 2015. Na dissertação, além da discussão teórica e de metodologia, propomos 09 oficinas. Desenvolvidas, sistematizadas e avaliadas na dissertação, ocorreram com uma troca intensa com um grupo de jovens estudantes do Mange.

Para além do compromisso do pesquisador ‘estrangeiro’ ou mesmo professor da escola, ali havia um compromisso político, de memória e identidade. Além da dissertação e dos mapas produzidos, a experiência produziu a ideia do projeto extracurricular na escola, a prática do campo e sedimentou a centralidade da juventude periférica. A USP foi até o Mange (a escola pública, a quebrada), mas o Mange (a escola pública, a quebrada) também foi até a USP.

Mesmo após a pesquisa, o projeto seguir por mais um ano no Mange. Diego, Khemilly e Mateus da primeira experiência foram fortalecidos por Glauco e Thyffany. Seguiram as experimentações e agora o grupo aprendeu também a serem os facilitadores dos mapas participativos. O trabalho resultou no caderno de mapas “Território Jaqueline” e a apresentação do projeto na Semana de Geografia na USP em 2016.

Território Jaqueline no Mapa
por Diego Rocha, Khemilly Santos, Mateus Branco, Glauco Thomas e Thyffany Belo

Jaqueline e Morro da Fumaça com as torres da Raposo ao fundo – Foto: Wellington Fernandes

Quem passa na Raposo… Na Eliseu… E passa direto…
Nem sempre conhece o Jaqueline, a City, o Morro da Fumaça, a Mandioquinha, muito menos as coisas boas e ruins da nossa quebrada. Por aqui tem muita vida, vamos conhecer um pouco dela? Ainda em 2016 produzimos nosso primeiro Atlas do Jaqueline nas atividades dentro da EMEF Roberto Mange.

 

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Mais sobre o Jaqueline, você encontra em nosso Mapa Multimídia, este foi construído em formação sobre Cartografia Crítica e Participativa que o QMaps organizou em 2017 , já os dados cartográficos foram coletados em oficinas de mapeamento participativo entre 2015 e 2017 com a juventude do território na EMEF Prof Roberto Mange.